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Cherry Bomb Vending Machine

em construção

Full-stack / IoT

Uma máquina de vendas por QR Code para produtos artesanais: um Pix cobre a sacola inteira, e só o webhook de pagamento pode mexer no estoque.

O repositório é público, mas este estudo de caso sai sem link enquanto uma credencial encontrada na documentação dele é rotacionada.

// o caso

problema
Vender peças artesanais em condomínios significa ficar horas ao lado de uma mesa ou confiar numa caixinha de honestidade. Uma máquina de vendas convencional não resolve: a maquininha cobra mensalidade e uma fatia por transação que uma presilha de R$ 8,50 não absorve, e dinheiro em espécie precisa ser recolhido e guardado. A máquina precisava vender vinte itens distintos, sem ninguém por perto, entre R$ 5,50 e R$ 24,50, sem hardware nenhum no caminho do cliente.
solução
O terminal de pagamento saiu da máquina e virou um adesivo. Um QR Code no vidro abre uma vitrine mobile que espelha o layout físico — uma grade 4×5 em que cada card é uma mola real, endereçada de A1 a E4. O cliente enche a sacola com vários slots e paga um único Pix pelo carrinho inteiro: o backend soma no servidor, pede uma cobrança só ao Mercado Pago, e espera. Nada do pedido é considerado verdade até o webhook dizer que foi aprovado.
impacto
Não medido, e propositalmente não afirmado. O caminho de software roda em produção de ponta a ponta — vitrine, cobrança Pix, webhook de confirmação, baixa de estoque — mas a liberação física não está implementada: o arquivo de firmware do ESP32 está vazio e não existe publisher MQTT. O resumo honesto é um sistema de pagamento e estoque funcionando em produção, preso a uma máquina que ainda não gira as molas. Qualquer número de vendas seria ficção.

// meu papel

Autor único, ao longo de quatro dias em abril de 2026 — definição do produto, backend FastAPI, schema PostgreSQL, integração e webhook do Mercado Pago, pipeline de imagens no Cloudinary, a vitrine do cliente, o painel admin, a identidade visual e o deploy. O protocolo de hardware também é meu; o firmware que vai consumi-lo ainda não foi escrito.

// visão geral

O projeto parte de uma restrição, não de uma ideia de produto. No Brasil o Pix é instantâneo, gratuito para pessoa física e já está instalado no celular de todo cliente, no app do banco dele — o que faz do celular um terminal de pagamento melhor do que qualquer coisa que pudesse ser parafusada na máquina. Então a máquina foi desenhada sem nenhum hardware de pagamento. A consequência é que quase todo o produto é uma aplicação web, e a máquina física se reduz a uma grade de molas, um controlador e um adesivo de QR Code. A grade 4×5 não é enfeite: o slot C2 na interface é a mola C2 na máquina, e é isso que permite um único Pix acionar vários motores num pedido só.

A interface se compromete inteira com um contexto — um desconhecido, de pé diante de uma máquina, de celular na mão, provavelmente com pressa. É mobile-only por construção, já que a única porta de entrada é o QR Code no vidro. Não existe nenhuma regra de hover no stylesheet, só o estado ativo com uma escala de pressão, porque nada em tela de toque tem hover. A linguagem visual é neobrutalismo pop-punk anos 2000: quatro cores e nada além, bordas pretas de 2px em tudo, sombras sólidas sem desfoque, nenhum canto arredondado. Lê-se como um adesivo numa máquina, não como um checkout de e-commerce — que é justamente o ponto: o cliente deve sentir que está operando uma máquina, não entrando numa loja.

// notas de engenharia

// telas

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